Feeds:
Posts
Comentários

Woody Allen e eu

Sempre gostei de assistir filmes mas nunca me liguei no nome do diretor, produtor, roteirista, das respectivas obras cinematográficas. Porém, ultimamente, isso tem mudado.

Nos últimos tempos, os filmes do Woody Allen tem me dado boas reflexões sobre a vida. Toda vez que vejo o nome dele em alguma resenha, fico toda animada querendo ver o tal filme. É impressionante como ele consegue fazer um filme leve e profundo ao mesmo tempo… fico apaixonada!

Diante da fase que estou vivendo e das muitas dúvidas e inquietações que rondam a minha cabeça, os enredos de “Vicky Cristina Barcelona” e “Meia noite em Paris” me induziram a uma profunda reflexão sobre algumas questões. É impressionante como consigo me reconhecer nos personagens e, também, como partilho das questões abordadas quase em sua totalidade. Realmente penso que seria mais feliz se vivesse na década de 30 do século XX e, também, se desse mais ouvidos às minhas emoções e não reprimisse tanto meus impulsos. Mas tantas questões se entrelaçam nesse ponto que discorrer sobre o assunto é uma tarefa quase impossível. Falar sobre sentimentos intensos é uma tarefa muito árdua pra mim.

Portanto, diante disso, deixo aqui duas indicações de bons filmes para o final de semana (ou qualquer tempo livre): Vicky Cristina Barcelona e Meia Noite em Paris.

Enjoy!

Anúncios

Ah quanta saudade! Ainda ontem tava me lembrando das nossas pescarias… Nunca fui muito corajosa com as minhocas, mas o senhor sempre me ajudava a iscar minha vara de pescar, mesmo que depois da terceira ou quarta vez ficasse bravo e me mandasse parar de perturbar e me virar sozinha! Lembra da vez que pescamos um cágado? O senhor deu tanta risada quando, sem querer, me assustei com o movimento do bicho e joguei-o com tanta força no chão… pobre bicho nojento! Voltou correndo pra água, e o senhor ria da minha cara de assustada…

E as nossas conversas? Quando era sobre política, todo mundo saía da mesa e nós, mesmo depois de 4 horas se xingando, conseguíamos concordar com alguma coisa sem sentido no final. Alguma que não fazia minimamente parte do assunto inicial. Geralmente era algo sobre novela…. sempre acabava com novela! hahahahahaha… O senhor lembra como expulsávamos as pessoas da sala pra assistir a novela das 19:00? Mas no fim ninguém assistia nada, tanto eu quanto o senhor gostávamos de contar histórias, então eu me envolvia em algum relato que contava e fazia perguntas pra tentar extrair o máximo de informação possível pra rir em seguida… E o senhor também gostava de ouvir minhas histórias… era uma troca quase desleal, pois o senhor me contava das façanhas pelo Brasil, e eu ficava ali, fascinada, ouvindo atentamente, e quando chegava a minha vez, sempre falava de algo entre escola/banda, bah! monótono demais!, mas ainda assim o senhor se interessava e continuava querendo ouvir… Isso me deixava tão feliz!

Tio, lembra das horas que passávamos tocando violão? Mesmo no início, quando eu tocava muito mal, o senhor sempre me incentivou pedindo músicas que eu nunca tinha ouvido. E eu fazia um esforço imenso pra tirar tudo direitinho e tocar pro senhor ouvir! Tentava ser o mais perfeita possível! Lembra do réveillon que pegamos o violão do Edson emprestado e, enquanto todo mundo tava fazendo a contagem, eu estava sentada ao pé do senhor e nós revezávamos pra tocar os sertanejos que tanto gostava! Foi nesse dia, depois de tanto tempo de convivência, que descobri que o senhor também tocava! Fiquei tão feliz! Me senti tão importante por descobrir que tínhamos mais alguma coisa em comum!

Até hoje não sei como o senhor tinha paciência pra me aguentar! Eu bagunçava tanto naquela oficina! Ficava pulando de máquina em máquina, caminhão em caminhão, carro em carro, e o senhor, apesar de gostar tanto daquele lugar, nunca me repreendeu! Pelo contrário, lembro das vezes que estávamos eu e a tia na sala, e o senhor subia só pra me chamar pra brincar na oficina… eu ficava tão feliz! Ainda era a época da Taiga, e eu tinha um medo anormal daquela cadela assassina!, mas mesmo assim eu descia porque o senhor tava lá pra me proteger…

Bah, quantas coisas passamos juntos! E só não passamos mais por negligência minha… como me arrependo!

Tio, o mais perto que cheguei de falar que amava o senhor foi quando, no meio daquele cataclisma há alguns anos, falei que, dos 3 tios que eu tive durante a infância, o senhor era o único que ainda tava do meu lado, pois Papai do Céu tinha levado todos os outros pra morar com ele. E lembro como o senhor chorou e me abraçou quando eu disse isso…

Hoje faz 1 ano. 1 triste e penoso ano. Como fiquei revoltada com o que tava acontecendo, o senhor não tem idéia… Mas mais uma vez não consegui falar com o senhor, durante esse tempo, pois estava numa fase complicada com a faculdade e eu tinha certeza absoluta que o senhor ia se safar dessa, assim como saiu de tantas outras!

Tio, às vezes eu ainda acho que o senhor vai entrar pela porta de casa me chamando de “moleca”, sentando na mesa pra comer comigo, pro senhor, a sopa da minha mãe, e como o senhor sabe que eu não gosto de comida que bóia (e como o tio ria quando eu falava isso), então eu acabava comendo arroz com ovo frito quase sempre e, depois disso, íamos para a sala… Às vezes ainda vejo o senhor sentando no canto do sofá com as pernas cruzadas e com as mãos atrás da cabeça (hábito esse que eu herdei também) e abrindo aquele sorriso maroto pra mim, logo quando eu passava pelo batente…

Papai do céu foi muito sacana comigo levando o senhor pra morar com ele, mas foi muito esperto também! O mundo tá muito ruim, e o senhor sempre foi uma pessoa tão boa que, tenho pra mim, Ele resolveu levar o senhor pra um lugar melhor.

Tio, aprendi que saudade é uma coisa inevitável e que dói tanto… E, como não posso abraçar e nem conversar com o senhor uma última vez, estou tentando escrever minha saudade pra extravazar um pouco.

O senhor sempre foi o melhor tio e padrinho do mundo. Te amo.

Moleca.

2 anos! \o/

aeeeee 2 anos de blog! uhuuullllll

Depois da novela da carta que não chegava, da maratona para chegar até o consulado (nas duas vezes!) e a complicada escolha do seguro saúde, eis que a aguardada viagem chega.

Trânsito, correria, pilha de relógio que resolve acabar, casa de câmbio que não anda, fila gigante pra passar na alfândega, correria pra chegar ao portão de embarque, atraso, o enigmático macarrão ao molho “Alfredo”, 10 horas de voo, micos no avião (que renderam altas risadas), café da manhã com ovo e tomate, eis que cheguei a Porto.

Já me simpatizei com Portugal assim que desci do avião. Os portugueses são, em geral, muito prestativos e educados. E muito pacientes em alguns casos. Principalmente quando 4 meninas com 6 malas do tamanho do mundo (já que as minhas são pequenininhas, não entram na conta u.u) resolvem pegar o metro + comboio pra chegar até Coimbra. Depois de vários tumultos, eis que descobrimos que o mais fácil, barato e rápido seria o autocarro. Mas valeu a experiência.

A primeira impressão de Coimbra já foi boa. Os taxistas que nos levaram ao hotel foram super gentis e ofereceram ajuda para procurar casas. Como a empolgação era grande, saí no primeiro dia andar pela cidade e… aqui é tudo lindo! E tudo funciona tão bem! (Só acho que deveria ter esteiras rolantes ao invés de intermináveis ladeiras/escadas.)

Bom, pra finalizar só tenho uma coisa a dizer: conheçam Coimbra! Além de linda é super aconchegante e o clima é agradabilíssimo…

de saco cheio

Bah, tô de saco cheio!

Não aguento mais tantas cobranças, tantas aparências, tantas insinuações! Será que é pedir demais pra me deixarem em paz? Pra me deixarem viver minha vida sem falsos moralismos? Não sou nenhuma ameba de porta de bar, que não consegue se virar sozinha depois da segunda dose! Não sou nenhuma estátua de qualquer praça aleatória ao redor do mundo! Não consigo me manter impassível diante de algumas coisas. Apesar de ser muito contida, eu sou GENTE! Eu também sinto, rio, me enfureço, choro (não com tanta frequência, mas acontece), tenho vontade de dar um grande dedo do meio para as hipocrisias, ignorâncias, e babaquices do universo! Não, eu não falo de sentimentos, mas isso não quer dizer que não sinta. Isso não quer dizer que eu não me magoe com certas atitudes, que eu não me alegre com outras e, também, não quer dizer que eu não me importo.

Não sou a pessoa mais delicada do mundo, nem a mais legal, muito menos a mais simpática ou a mais inteligente. Mas, a meu modo, tento fazer melhor a vida das pessoas que estão ao meu redor. Conhecidos ou não. Me agarro fortemente àquela velha frase “nenhuma pessoa é uma ilha”, e com isso tento afetar e me deixo ser afetada… mas tudo tem um limite e, quando começam a tentar tomar as rédeas da minha vida, começam a tentar me podar, epa! perae! vamos com calma! Eu sei o meu limite.Eu sei até onde posso chegar. Aprendi isso tomando muita cabeçada. Então, por favor, guarde seus sermões! Contente-se em saber que não será isso que vai me mudar.

 

E seja feliz.

 

 

ode ao amor nerd

Dando uma pausa na nossa programação, aqui vai a letra de uma música para todos os nerds apaixonados… AOOOOOOOOOOOOO PAIXÃÃÃÃOO!!!

Por você eu chamaria o Kratos pra um duelo
Formataria meu computador
Eu iria a pé do Condado até Mordor
Eu aceitaria, o Tibia como ele é
Mandaria Darth Vader pro Inferno
Derrotaria Belzeboss num duelo
Por você, eu seria um elfo em orgrimmar
Por você, eu pagaria WoW sem jogar
Enfretaria os 300 pra te impressionar
Eu programaria um coração rosa no assembler
Desenharia Picasso no paint
Aguentaria todo dia uma nova aventura do Clark Kent (boa, Baha!)
Por você! Por você!
Por você! Por você…
Por você, eu fingiria até perder
Chamaria Chuck Norris de fresco
Ensinaria física quântica pra funkeiro
Eu aceitaria o Tibia como ele é
Mandaria Darth Vader pro Inferno
Derrotaria Belzeboss num duelo
Por você eu seria um elfo em orgrimmar
Por você eu pagaria WoW sem jogar

Bem, continuando a saga, depois da comemoração por ter conseguido a vaga, começa a burocracia.

Fiquei mais de um mês pra conseguir juntar toda a papelada do consulado. Não sei pra que tanto papel! Achei que seria presa pelo Greenpeace por patrocinar o desmatamento!

Nesse mês, aprendi a diferença entre VALIDAR e AUTENTICAR um documento. Gastei duas vezes, pois se tivesse pedido certo no cartório da primeira vez, não precisaria me perder no centro de São Paulo pra arrumar a cagada coisa toda. Atentem a isso quando forem tirar qualquer tipo de visto.

O sedex lucrou muito comigo. Depois que recebi a notícia oficial, arrumei minhas malas, fui pro litoral e deixei metade da papelada na casa dos meus pais. A outra metade eu imprimi em Santos e mandei pra São Manuel. Sem contar as que meu pai teve que imprimir. Durante uma semana, todo dia ele recebia um email com anexos e pedidos de impressão. Tadinho.

De São Manuel, todas as coisas foram pra São Paulo. (IMPORTANTE: quando forem mandar qualquer coisa por sedex, enviem até as 11:25 da manhã. Eu cheguei no Correio as 11:30 e o funcionário disse que só iria no outro dia. Como fui num sábado, o outro dia seria só segunda-feira. Eu precisava dos documentos em casa até terça, no máximo. Chegaram na quarta. GREAT. -_-‘ )

Mas apesar de tudo, o Consulado de Portugal costuma marcar a entrevista em até 5 dias após o recebimento da documentação. É tudo bem rápido. Mesmo. Pra quem está ansioso, uma dica: relaxa o corpitcho! O funcionário do Consulado só vai conferir a documentação e te dar uma folha com perguntas simples e diretas. No meu caso, o entrevistador perguntou bastante sobre a minha cidade de origem. Nós interagimos tanto que saí da sala fazendo piada com a cunhada do cara. Foi bem inesperado. (Outra dica para universitários sem renda: o estacionamento no Consulado é uma facada de caro, se possível deixe o carro na rua de trás ou, então, vá de táxi.)

O visto demora de 15 a 30 dias para sair, nada muito absurdo, mas imprevistos podem acontecer, portanto dê entrada na documentação o quanto antes (caso você goste das suas unhas).

%d blogueiros gostam disto: