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Archive for fevereiro \12\UTC 2010

Existe uma coisa que chama “prazo de validade”. Tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO, tem prazo de validade. Eu não acreditava nisso até ir morar sozinha.

O episódio da carne moída todo mundo já sabe… contei em algum post por aqui. Pra quem ainda não leu, foi o seguinte: eu tirei a carne moída do congelador e passei pra geladeira… o problema é que fui viajar e fiquei quase 3 semanas fora. Quando voltei, quase tive que jogar a geladeira fora… Quando abri o potinho (devidamente equipada com luvas de borracha, blusa de moletom e prendedor no nariz), a dita cuja estava meio verde, meio preta, algumas partes cinzas e outras roxas. Como meu arsenal de potes de plástico é escasso, fui cutucando com um garfo até sair grande parte daquela coisa fedida e deixei o recipiente de molho por 3 dias. A mesma quantidade de dias que não fechei as janelas do apartamento pra circular o ar. Ficou novinho em folha!

Outro episódio que pouca gente sabe é o do pacote de bife que ficou esquecido 3 meses na gaveta de descongelamento (sim, minha geladeira é fodona)… Quando fui usar a carne, quase morri do ésse dois: aquilo havia se transformado em uma imensa bolota preta, verde e branca, fidida pra caramba. Foi aí que descobri a função daquela gaveta.

O episódio mais recente foi do pão de forma. Um belo dia fui varrer atrás do microondas, também após algumas semanas de ausência, e reparei que havia um saco plástico familiar por ali. Quando puxei o pacote… bem, tá aí a foto pra ilustrar:

Prazo de Validade: isso ECXISTE!

Os fungos fizeram um bom trabalho. Ficou super fashion!

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Achei um texto pela internet afora e resolvi colocar aqui no blog. A autoria e os devidos créditos vem ao final.

SAUDADES DE NÃO SEI O QUÊ

Pensei bem e decidi: vou largar a barra da saia da mamãe. Deixar pra trás a cama sempre arrumada, as roupas limpas, o leite no pires. Não quero mais ganhar presentes sem merecer, nem afagos a qualquer hora do dia. Me cansei dessa vida de filho único. Estou com saudades de não sei o quê; só sei que é de coisa que não vivi. Não quero mais gastar meus dias entre livros. Não quero mais perder a noção do tempo imerso num mundo que não é o meu. Preciso descobrir o que existe do outro lado; sentir o perigo perto. Quero sentir medo. Quero sentir paixão; sentir o sangue pulsando agitado da ponta dos pés às orelhas.

Quero a prova de que tudo o que ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores… azedos demais, salgados demais, amargos… Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca; e vou olhar para o relógio mil vezes enquanto isso. E quando todas essas coisas já forem rotina para mim vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefonemas que não vão acontecer.

Mas quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. E celebrá-la, como se eu pudesse ser o último no mundo a senti-la.

Abro os braços, inspiro fundo e me lanço da janela. Quatorze metros e meio até o chão. Restam seis vidas.

Ana Angélica Martins


Sim, essa Ana Angélica Martins é a Angélica do BBB…

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Refletindo sobre minha vida morando sozinha, percebi que abandonei certas frescuras. Vou citar alguns exemplos e tenho certeza que a grande maioria das pessoas que moram sozinhas vão concordar comigo.

1° Arrumar cama.

A última vez que arrumei minha cama foi, ahnnnnn…., quando minha mãe foi em casa no meio do ano passado. Na realidade, foi ela que arrumou, eu fiquei na porta contestando a decisão… mas enfim. Não é uma coisa muito prática, já que todo mundo que mora sozinho acorda atrasado e, aposto, ninguém vai acordar mais cedo pra arrumar a cama….

2° Lixinho de pia

Aboli na primeira semana depois de constatar que não cabia uma caixa de kibe congelado… é a pior invenção do homem, definitivamente!

3°  Enxugar e guardar louças

O tempo que seque, oras! E com as louças no escorredor, o tempo que você perderia procurando aquela panela no armário é inacreditavelmente reduzido.

4° Passar roupas

Não passo neeeeeeeem a pau! Não tenho problemas em tirar as roupas do varal e usar… vai amassar de qualquer jeito mesmo! Às vezes não dá nem tempo de secar direito, o que não é de fato um problema julgando o calor que faz por essa bandas…

5° Tapetes

Sou um imã de tapetes. Sempre que passo perto de um acabo enroscando o pé e levando o bendito junto. Por conta disso, aboli o uso de tapetes na casa… Além de deixar o ambiente mais seguro, é um item a menos pra tirar quando for varrer o chão.

6° Quadros

Não existe e vai continuar não existindo nas paredes da casa. A única coisa permitida é o mapa da cidade.

E, por último, prendedor de roupas… Gente, convenhamos, o tempo que se perde colocando e tirando prendedores das roupas pode ser facilmente transferido pra minutos a mais em qualquer outra atividade cotidiana (assistir, jogar video game, dormir, tomar banho ecologicamente correto, e etc…)…

certamente há outras coisas, porém não consigo lembrar de mais nada agora. Se lembrarem de alguma coisa, deixa aí nos comentários! hehehe

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Quando saímos de casa temos de aprender a fazer uma porção de coisas, já que mamãe está a muitos kilômetros de distância e não dá pra correr pro colo dela todas as vezes que acontece alguma coisa. Fui aprendendo isso aos pouquinhos e, hoje, sou quase Ph.d. em resolver situações outrora impossíveis.

Saí de casa aos 17 anos, um bebê ainda, fui pra uma cidade distante, desconhecida e pouco agradável para fazer faculdade. No primeiro ano, fui morar sozinha em um apartamento no centro da cidade. Tudo que eu precisava estava bem próximo, mas só fui me dar conta disso quando saí do apartamento e fui morar mais perto da faculdade… Ok, sem problemas…

Morar sozinha foi uma experiência válida… descobri que janelas não se fecham sozinhas, que carne moída esquecida por duas semanas na geladeira apodrece (e dá um cheiro terrível na casa toda) e que fazer faxina é deveras cansativo.

Bom, depois dessa breve introdução, contarei dois episódios que aconteceram logo que cheguei em Assis…

Cheguei num domingo a noite no meu apartamento, o primeiro dia sozinha na nova cidade, e me dei conta que estava com MUITA fome… Ok, não priemos cânico… Fui até a cozinha e preparei um arroz, a coisa mais fácil de fazer quando não se tem miojo a mão! O único problema é que eu não sabia COMO fazer arroz, então apelei pra memória, lembrei de como mamãe fazia e resolvi arriscar. Resultado: O negócio ficou tão ruim, mas tão ruim, que eu fiquei comendo a semana inteira com medo de fazer de novo e sair pior. Foi basicamente arroz de carnaval, o bicho saía em blocos da panela… terrível!

Passado esse episódio desastroso, fui pegando prática e aprendi a fazer o tal arroz… Passei 1 ano me alimentando de macarrão alho e óleo com ovos mexidos e arroz branco com peito de frango grelhado…. até ter um crosópi por deficiência de vitaminas e ter que começar a comer um monte de coisas verdes e saudáveis.

Depois que aprendi a fazer o tão sonhado arroz branco, resolvi alçar novos vôos e partir para o campo das sobremesas. Óbviamente, fui tentar fazer brigadeiro de microondas. No meu microondas há as teclas de sobrevivência: Cachorro quente, Brigadeiro e Arroz, o que me deu um certo ânimo e a confiança necessária, afinal, era só colocar os ingredientes lá dentro, apertar a devida tecla, e comer depois do bip. O plano perfeito!

Na empolgação de ser o primeiro brigadeiro (ah sim, nunca tinha feito isso antes também…), ao invés de usar achocolatado em pó, resolvi usar uma barra de chocolate meio-amargo pra dar um tchãn, um sabor especial. Derreti o chocolate, adicionei os ingredientes, coloquei no microondas e alguns minutos depois tive uma surpresa:

meu primeiro brigadeiro de microondas

Sim, mamíferos! Eu tive a capacidade de transformar um adorável brigadeiro em uma pedra! Fiquei com um ódio tremendo da minha falta de capacidade em operar um simples microondas, e mais ódio ainda em perder 1 barra de chocolate!

Demorei quase 1 semana pra tirar a colher do meio dele, me senti o Rei Arthur tirando a Excalibur da rocha (clichê)… a diferença é que Arthur não precisou ferver a espada pra tirar os fragmentos grudados nela…

Depois dessa experiência terrível, aprendi uma coisa muito importante: quando estou com vontade de comer brigadeiro (ou qualquer coisa que fuja do tradicional arroz branco), peço pra outra pessoa fazer! É fácil, rápido, simples e prático! xD (a Ju que o diga… hehehehehehe)

Em breve postarei outras histórias de coisas bizarras que só acontecem comigo!

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