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Posts Tagged ‘Coimbra’

Depois da novela da carta que não chegava, da maratona para chegar até o consulado (nas duas vezes!) e a complicada escolha do seguro saúde, eis que a aguardada viagem chega.

Trânsito, correria, pilha de relógio que resolve acabar, casa de câmbio que não anda, fila gigante pra passar na alfândega, correria pra chegar ao portão de embarque, atraso, o enigmático macarrão ao molho “Alfredo”, 10 horas de voo, micos no avião (que renderam altas risadas), café da manhã com ovo e tomate, eis que cheguei a Porto.

Já me simpatizei com Portugal assim que desci do avião. Os portugueses são, em geral, muito prestativos e educados. E muito pacientes em alguns casos. Principalmente quando 4 meninas com 6 malas do tamanho do mundo (já que as minhas são pequenininhas, não entram na conta u.u) resolvem pegar o metro + comboio pra chegar até Coimbra. Depois de vários tumultos, eis que descobrimos que o mais fácil, barato e rápido seria o autocarro. Mas valeu a experiência.

A primeira impressão de Coimbra já foi boa. Os taxistas que nos levaram ao hotel foram super gentis e ofereceram ajuda para procurar casas. Como a empolgação era grande, saí no primeiro dia andar pela cidade e… aqui é tudo lindo! E tudo funciona tão bem! (Só acho que deveria ter esteiras rolantes ao invés de intermináveis ladeiras/escadas.)

Bom, pra finalizar só tenho uma coisa a dizer: conheçam Coimbra! Além de linda é super aconchegante e o clima é agradabilíssimo…

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Bem, continuando a saga, depois da comemoração por ter conseguido a vaga, começa a burocracia.

Fiquei mais de um mês pra conseguir juntar toda a papelada do consulado. Não sei pra que tanto papel! Achei que seria presa pelo Greenpeace por patrocinar o desmatamento!

Nesse mês, aprendi a diferença entre VALIDAR e AUTENTICAR um documento. Gastei duas vezes, pois se tivesse pedido certo no cartório da primeira vez, não precisaria me perder no centro de São Paulo pra arrumar a cagada coisa toda. Atentem a isso quando forem tirar qualquer tipo de visto.

O sedex lucrou muito comigo. Depois que recebi a notícia oficial, arrumei minhas malas, fui pro litoral e deixei metade da papelada na casa dos meus pais. A outra metade eu imprimi em Santos e mandei pra São Manuel. Sem contar as que meu pai teve que imprimir. Durante uma semana, todo dia ele recebia um email com anexos e pedidos de impressão. Tadinho.

De São Manuel, todas as coisas foram pra São Paulo. (IMPORTANTE: quando forem mandar qualquer coisa por sedex, enviem até as 11:25 da manhã. Eu cheguei no Correio as 11:30 e o funcionário disse que só iria no outro dia. Como fui num sábado, o outro dia seria só segunda-feira. Eu precisava dos documentos em casa até terça, no máximo. Chegaram na quarta. GREAT. -_-‘ )

Mas apesar de tudo, o Consulado de Portugal costuma marcar a entrevista em até 5 dias após o recebimento da documentação. É tudo bem rápido. Mesmo. Pra quem está ansioso, uma dica: relaxa o corpitcho! O funcionário do Consulado só vai conferir a documentação e te dar uma folha com perguntas simples e diretas. No meu caso, o entrevistador perguntou bastante sobre a minha cidade de origem. Nós interagimos tanto que saí da sala fazendo piada com a cunhada do cara. Foi bem inesperado. (Outra dica para universitários sem renda: o estacionamento no Consulado é uma facada de caro, se possível deixe o carro na rua de trás ou, então, vá de táxi.)

O visto demora de 15 a 30 dias para sair, nada muito absurdo, mas imprevistos podem acontecer, portanto dê entrada na documentação o quanto antes (caso você goste das suas unhas).

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Desde pequena tenho vontade de conhecer o mundo. Tem gente que não gosta de sair de casa pra pegar a estrada, mas eu não me importo… adoro arrumar mala e transitar em rodoviária/aeroporto/posto (tipo Rodoserv, Graal, Frango Assado, etc). O povo acha estranho a minha disposição de voltar para a casa toda semana, já que faço faculdade numa cidade na puta que pariu muito longe da cidade dos meus pais, mas eu realmente acho fantástico viajar quase 10 horas por semana, pois toda vez conheço novas pessoas e, consequentemente, novas histórias. Aliás, uma coisa que sempre fez parte do meu ser foi a certeza que eu não moraria para sempre no interior do interior do interior do Brasil. Sendo assim, depois de 3 anos recebendo vários editais interessantes para vários países e não tendo coragem de me inscrever (ou desistindo no último segundo), no último ano de faculdade me deu a louca e resolvi jogar tudo pra cima!

Tudo começou na tarde de 11 de feveiro de 2011, quando abri o email e vi o edital com um milhão de faculdades pelo mundo. Como estou no último ano de curso, olhei desanimada pensando que já tinha deixado passar todas as oportunidades e que, quando voltasse das férias, iria tirar meu email da lista pra não ficar recebendo mais essas coisas estúpidas. Alguma coisa me disse pra ler o edital até o fim e, lá embaixo, em letras garrafais super destacadas em vermelho tinha uma observação que fez tudo mudar: “ALUNOS DO ÚLTIMO ANO SÃO ELEGÍVEIS.” Ah, como me empolguei! Conversei com o conselho aqui em casa e eles super aprovaram a minha doidera. No mesmo dia já fui tirar o passaporte e comecei a correr atrás da documentação para a candidatura. Uma semana depois já estava com todos os documentos em mãos e faltava só entregar no ERI da faculdade. Sim, comigo é tudo pra ontem.

Quando cheguei no ERI, logo no começo de março (que foi quando as aulas voltaram), havia MUITA gente se candidatando para o edital e, então, fiquei meio apreensiva. Conversando com uma menina do curso de Letras, fiquei sabendo que eram duas vagas por área e não duas vagas por curso, ou seja, eu estava concorrendo com todos os cursos da área de humanas de todos os campus do estado. Nesse momento quase desisti, mas resolvi entregar a documentação do mesmo jeito, o máximo que iria receber era um “não”, mas o importante é tentar! O Márcio (funcionário do ERI) tentou o tempo inteiro fazer com que eu acreditasse que seria selecionada, mas todos os esforços foram em vão: eu tinha certeza absoluta que minha candidatura seria recusada.

Os dias foram passando, essa certeza foi se confirmando e, quando já tinha me conformado com o fato de não ter sido selecionada, eis que, também numa sexta feira, abro o email e tá meu nomezinho grifado em amarelo fluorescente e, em cima, os cumprimentos da faculdade. Nessa hora quase caí da cadeira. Cheguei na cozinha transparente, com a boca roxa e tremendo. Minha mãe achou que eu tivesse passando mal. A única coisa que consegui falar foi “Eu fui selecionada… O.O” e, depois disso, não sabia se ria ou chorava. Por via das dúvidas, fiz os dois. Todo mundo ficou sem reação. Literalmente. Parecia que algum engraçadinho tinha pausado o mundo.

Passado o momento de choque, não me contive e já saí espalhando para o mundo que eu era a mais nova universitária intercambista da família! E minha mãe ficou o resto da noite pendurada no telefone contando pra outra parte que eu não tinha conseguido falar. A empolgação durou até eu ler as letras miúdas no fim do comunicado. Lá dizia que o aluno selecionado pela AREX precisava do aceite da universidade de destino, o que poderia não acontecer. Nesse momento comecei a conhecer o real sentido da palavra DESESPERO. Coloquei até um sinal sonoro no meu email para o eventual caso de chegar alguma coisa e eu não estar perto do pc.

Depois de n milhões de voltas, vários emails e telefonemas, na última sexta feira, já desacreditada, abri meu email e… PUTA QUE PARIU! MINHA CARTA DE ACEITE TAVA LÁ DENTRO! Aí, literalmente, saí pro abraço! E minhas unhas agradeceram… elas não existiam nos meus dedos desde março … =s

Agora vai começar a parte burocrática (mais?) do negócio. Conforme for acontecendo, vou relatando aqui no blog.

Menção honrosaGostaria de agradecer a ajuda da queridíssima Carol – sem ela não saberia nem por onde começar, e da Esther, que está em terras lusas e me ajudou, entre outras coisas, com o preenchimento da papelada do visto! E, também, ao André, que me deu uns toques legais sobre como suportar o frio europeu.

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