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Ah quanta saudade! Ainda ontem tava me lembrando das nossas pescarias… Nunca fui muito corajosa com as minhocas, mas o senhor sempre me ajudava a iscar minha vara de pescar, mesmo que depois da terceira ou quarta vez ficasse bravo e me mandasse parar de perturbar e me virar sozinha! Lembra da vez que pescamos um cágado? O senhor deu tanta risada quando, sem querer, me assustei com o movimento do bicho e joguei-o com tanta força no chão… pobre bicho nojento! Voltou correndo pra água, e o senhor ria da minha cara de assustada…

E as nossas conversas? Quando era sobre política, todo mundo saía da mesa e nós, mesmo depois de 4 horas se xingando, conseguíamos concordar com alguma coisa sem sentido no final. Alguma que não fazia minimamente parte do assunto inicial. Geralmente era algo sobre novela…. sempre acabava com novela! hahahahahaha… O senhor lembra como expulsávamos as pessoas da sala pra assistir a novela das 19:00? Mas no fim ninguém assistia nada, tanto eu quanto o senhor gostávamos de contar histórias, então eu me envolvia em algum relato que contava e fazia perguntas pra tentar extrair o máximo de informação possível pra rir em seguida… E o senhor também gostava de ouvir minhas histórias… era uma troca quase desleal, pois o senhor me contava das façanhas pelo Brasil, e eu ficava ali, fascinada, ouvindo atentamente, e quando chegava a minha vez, sempre falava de algo entre escola/banda, bah! monótono demais!, mas ainda assim o senhor se interessava e continuava querendo ouvir… Isso me deixava tão feliz!

Tio, lembra das horas que passávamos tocando violão? Mesmo no início, quando eu tocava muito mal, o senhor sempre me incentivou pedindo músicas que eu nunca tinha ouvido. E eu fazia um esforço imenso pra tirar tudo direitinho e tocar pro senhor ouvir! Tentava ser o mais perfeita possível! Lembra do réveillon que pegamos o violão do Edson emprestado e, enquanto todo mundo tava fazendo a contagem, eu estava sentada ao pé do senhor e nós revezávamos pra tocar os sertanejos que tanto gostava! Foi nesse dia, depois de tanto tempo de convivência, que descobri que o senhor também tocava! Fiquei tão feliz! Me senti tão importante por descobrir que tínhamos mais alguma coisa em comum!

Até hoje não sei como o senhor tinha paciência pra me aguentar! Eu bagunçava tanto naquela oficina! Ficava pulando de máquina em máquina, caminhão em caminhão, carro em carro, e o senhor, apesar de gostar tanto daquele lugar, nunca me repreendeu! Pelo contrário, lembro das vezes que estávamos eu e a tia na sala, e o senhor subia só pra me chamar pra brincar na oficina… eu ficava tão feliz! Ainda era a época da Taiga, e eu tinha um medo anormal daquela cadela assassina!, mas mesmo assim eu descia porque o senhor tava lá pra me proteger…

Bah, quantas coisas passamos juntos! E só não passamos mais por negligência minha… como me arrependo!

Tio, o mais perto que cheguei de falar que amava o senhor foi quando, no meio daquele cataclisma há alguns anos, falei que, dos 3 tios que eu tive durante a infância, o senhor era o único que ainda tava do meu lado, pois Papai do Céu tinha levado todos os outros pra morar com ele. E lembro como o senhor chorou e me abraçou quando eu disse isso…

Hoje faz 1 ano. 1 triste e penoso ano. Como fiquei revoltada com o que tava acontecendo, o senhor não tem idéia… Mas mais uma vez não consegui falar com o senhor, durante esse tempo, pois estava numa fase complicada com a faculdade e eu tinha certeza absoluta que o senhor ia se safar dessa, assim como saiu de tantas outras!

Tio, às vezes eu ainda acho que o senhor vai entrar pela porta de casa me chamando de “moleca”, sentando na mesa pra comer comigo, pro senhor, a sopa da minha mãe, e como o senhor sabe que eu não gosto de comida que bóia (e como o tio ria quando eu falava isso), então eu acabava comendo arroz com ovo frito quase sempre e, depois disso, íamos para a sala… Às vezes ainda vejo o senhor sentando no canto do sofá com as pernas cruzadas e com as mãos atrás da cabeça (hábito esse que eu herdei também) e abrindo aquele sorriso maroto pra mim, logo quando eu passava pelo batente…

Papai do céu foi muito sacana comigo levando o senhor pra morar com ele, mas foi muito esperto também! O mundo tá muito ruim, e o senhor sempre foi uma pessoa tão boa que, tenho pra mim, Ele resolveu levar o senhor pra um lugar melhor.

Tio, aprendi que saudade é uma coisa inevitável e que dói tanto… E, como não posso abraçar e nem conversar com o senhor uma última vez, estou tentando escrever minha saudade pra extravazar um pouco.

O senhor sempre foi o melhor tio e padrinho do mundo. Te amo.

Moleca.

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O purpurinado Edward Cullen

bah… tá todo mundo escrevendo alguma coisa sobre esse filme e, como não poderia deixar de ser, eu também vou escrever. (não necessariamente sobre o filme… mas enfim…)

Pois bem, eu não assisti Lua Nova. Não faço idéia se tá bom ou ruim. Só sei que todas as menininhas do universo estão tendo ADPs¹ por causa do Edward Cullen e sua cútis brilhante.

Vendo todas essas manifestações de histeria carinho para com o potinho de purpurina, me lembro com saudades da época em que no topo da lista de Vampiros-galã estava Louis de Pointe du Lac (que quando saía no sol queimava até a morte e não ficava brilhando que nem um pirilampo),  papel do tudão do Brad Pitt no filme “Entrevista com o Vampiro”, baseado no livro homônimo de Anne Rice. Alguém lembra quando o vampiro mais respeitado do mundo era o Drácula, e não 3 irmãos italianos denominados “Volturi” (e suas marionetes)?

Gente, por favor! O que diria Bram Stocker se visse tamanha bárbarie acontecendo com sua criação?! Será que só eu assisti os épicos “Nosferatu” e “Drácula” de Bella Lugosi nesse mundo? Será, ainda, que só eu fico revoltada com os vampiros “vegetarianos”? Pow!

Indignações à parte, eu li todos os livros dessa saga e achei até legal. É bom pra colocar o cérebro em ponto morto. Mããããssss, em todo caso, sou muito mais os vampiros que fizeram parte da minha infância/adolescência, que bebiam sangue de gente e se orgulhavam disso..

É… não se fazem mais vampiros como antigamente!

 

¹expressão retirada do filme “As Branquelas”, o famoso: “Ataque De Pelanca”.

P.S: Bom… como minha inspiração morreu logo depois que criei esse blog, vou enrolando com posts toscos e imbecis… quem sabe um dia eu consiga escrever alguma coisa verdadeiramente interessante e complexa?! A esperança é a última que morre, afinal!

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Creature:
Charlie, you look quite down with your big fat eyes and your big fat frown
The world doesn’t have to be so gray
Charlie, when your lifes a mess, when your feeling blue always in distress
I know what can wash that sad away
All you have to do is

Put a Banana in your ear

Charlie:
A Banana in my ear?

Creature:
Put a ripe banana right into your favorite ear
It’s true

Charlie:
Says who?

Creature:
So true
Once it’s in your gloom will dissappear
The bad in the world is hard to hear when in your ear a banana cheers
So go and put a banana in your ear

Put a banana in your ear

Charlie:
I’d rather keep my ear clear

Creature:
You will never be happy if you live your life in fear

It’s true

Charlie:
Says You

Creature
So true, when it’s in the skies are bright and clear
Oh of every day of every year the sun shines bright on this big blue sphere
So go and put a banana in your ear

ok… eu sei que o vídeo é bem velho, mas eu mesma só vi a saga essa semana… então pra mim é novidade.

recomendo “Charlie, The Unicorn” para horas ociosas no mundo virtual.

beijomeerra

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